terça-feira, 5 de agosto de 2014

Poço de confusão, desespero e incertezas

A indecisão maior é quando você quer, mas continua indeciso demais para conseguir mudar de opinião, ou mesmo ter uma. Uma frase não ajuda e a música no rádio menos ainda, de todos os momentos realmente reais, parecem fruto da imaginação do poeta indeciso que não sabe sobre o que escrever.

Tenho mais de 100 rascunhos de coisas que escrevi e não enviei, cartas e mais cartas sem remetentes, cadernos de poesia, letras de música e ideias que se perderam no meio da preguiça de tentar grava-las. Nesses milhares de textos mal escritos em que expus sentimentos de mais e tive vergonha de demonstra-los, ou só os achei idiotas para serem compartilhados com o mundo. Tardes vazia, um violão desafinado e uma simples taça de vinho, tudo perfeito, calmo e tranquilo, mas eu não enviei, não mostrei, não queria parecer triste ou feliz demais. Não demonstrei as inseguranças que neles haviam, não mostrei minhas certezas. Enviei textos que ninguém quer ler, mas leem porque eu escrevi (agradeço por isso).
Mas quem sou eu de verdade? Quem é o poeta por trás de ficções, crônicas, musicas, poemas. Quem reflete o espelho das palavras que diariamente são lidas. Quem sou eu, quem é você, quem somos nós?
Para dizer a verdade ainda não sei que sou, não faço a menor ideia do que serei e muito menos quando sentirei algo real e não imaginário. Quantos já fugiram da minha confusão mental, admiro os que ainda persistem em ficar, pois confusos por confusos só pode dar em confusão, mas vocês gostam de um desenrolar na estrada, prestigiam aqueles sonhadores que não tem o que dizer e enrolam ao falar, são eles que refletem vocês, poços de confusão, desespero e incertezas que ninguém vai conseguir concertar.



"Talvez a felicidade seja mesmo, no fim do dia, ter alguém que nos distraia e que nos faça rir." (Alguém disse por ai)

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