Nada
Como evitar a dor? Isso alivia, isso acalma, me transforma, me deixa na solidão. A escuridão conforta meu medo do escuro.
Esse buraco fundo ao qual afundo cada dia mais, esses dias, essas horas... Afundando, afogando, oceano de desaprovação.
Buraco negro, fundo, constante, prestes a me enterrar. Matar. Não tem paraíso, não tem vida, só temos tudo e um pouco, só temos o nada.
Nada, nada, nada... eu sou o nada. Eu sou nada, quase tão pouco quanto o nada. Afogue-me em lagrimas de um desespero que não existe. Sou só carne e osso que afunda no finito.


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