segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mundo Imaginário



Hoje de manhã estava eu olhando as crianças antes delas descerem para o almoço, quando duas menininhas da turma pequena viram um risco na parede. Elas pararam olharam e falaram:
-Olha tia tem um risco na parede. Quem será que fez? Vamos descobrir!


Nisso as duas fizeram que estavam segurando uma lupa e foram devagarzinho seguindo as "pistas".


Não durou muito a brincadeira, mas vamos ao ponto da minha história.

  A imaginação, um instrumento poderoso, capaz de transformar você em um astronauta, ator, médico, fantasma ou até mesmo detetive. São tantas as opções que esse instrumento pode proporcionar que alguns esquecem de desliga-lo e outros de usá-lo. É triste ver que com o passar do tempo fica mais difícil imaginar e criar, as meninas não vêem mais sentido em brincar de boneca e os meninos não querem mais seus bonecos. Com o tempo tudo isso fica bobo, infantil e sem sentido, já que começamos a entender a realidade que não existe. Somos forçados a não mais brincar e sim acreditar que não existe mundo imaginário.

  Mas a fantasia existe, as mascaras, a ambição a força de querer acreditar ainda se acende, em poucas pessoas, mas de uma maneira diferente ela está presa em cada um. É por isso que existem novelas, séries, filmes e livros, para nosso "faz de conta" da infância não morrer. Sentir vontade de viver aquilo e criar uma aventura dentro de cada um.
  A minha vontade de criar histórias nunca morreu, fantasia com tudo que me faz feliz, me bote medo, me deixe intrigada. Gosto de mudar o curso da minha vida fingindo ser uma das minhas personagens, que se ainda pudesse brincar de faz de conta com certeza eu seria. Os livros são o meio mais importante de esquecermos que já fomos crianças, que continuamos sendo crianças e que vamos morrer crianças, já que nunca aprenderemos o suficiente para nos tornar adultos. A unica coisa que diferencia uma criança de um adulto é a tal palavra RESPONSABILIDADE que passa transformar fantasia em realidade e acabar com a diversão.
  Mas ao ler um livro sorrimos, entramos na história, nos identificamos com o que está escrito, fingimos ser a personagem que mais nos agrada e queremos de todo jeito que isso seja verdade e não voltar para realidade sem graça em que vivemos.

 A como seria morar entre as letras, disse Monteiro Lobato, e não seria fantástico?
  Eu só não gostaria de viver em um livro de terror.

1 Comentários:

Às 25 de junho de 2012 às 08:03 , Blogger Dante Cremasco disse...

Por isso jogamos rpg de mesa, gameboy e assistimso tartarugas ninja... e por isso quardo meu bonequinho do noturno :D

 

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