Poeta quero ser
E você escreve, rasga, apaga, pões a reescrever, não podendo perder nada, fingindo muitas vezes ser alguém sem nem ao menos saber ser.
E enlouquece uma vez, enlouquece a segunda. Quem foi que disse que são normais as letras tuas?
Vira o tempo, passa as horas, não importa, o poeta senta e não vai embora.
E são cinquenta bolinhas amassadas jogadas pelo chão, frases começadas e apagadas logo então. E vai e vem, e grita, chora.
Mas o poema sai, é guardado e esquecido, até um jovem leitor ler e ficar decidido que poeta ele quer ser.


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