Para lembrar de escrever

Inspiração, algo que
se demora a encontrar, mas quando encontramos é difícil deixar para trás. Imaginar
novas histórias e pessoas que sempre podem fazer tudo aqui que sempre quis
fazer, faz com que imaginar torne-se uma arte, a melhor arte que existe. Mas
passar esse sentimento para o papel é que tem sido difícil.
Sou muito lembrada
por uma imaginação fértil, a incrível façanha de criar historias do nada e
completa-las com um pouco de sal pimenta e açúcar, mas escrever ficou difícil,
imaginar e passar para o papel aquilo que eu sentia estava tornando-se um
pesadelo já que tudo parecia uma ida sem volta. Pensei em muitos momentos
desistir, e as únicas coisas que consegui imaginar com isso foram cartas de
despedidas, longas cartas com coordenadas sobre a vida e não culpando a
ninguém, a não ser eu mesma por chegar a esse ponto sem querer voltar.
O incrível quando se
sente solitário é que todos podem passar por você, mas ninguém realmente vai te
ver. Você pode até sentir que precisa lutar, mas não consegue armas e muito
menos exército para te ajudar. Os mais próximos perguntarão o que está
acontecendo , se está tudo bem, você calmamente desanda o assunto sorri e engana
quem muito lhe quer bem. Mas ninguém realmente enxerga a dor, ninguém sabe o
que passasse-se em um coração solitário, posso confessar que todos os dias
senti o aperto dentro de mim e só encontrava um momento em que via que não
estava tudo perdido e em algum lugar restava uma salvação. Era quando olhava para
o céu e via a lua tão distante, seu brilho iluminava meu dia e me fazia
perceber como era pequena diante de tanto brilho.
E foi a lua que me
trouce o sorriso, o novo ar para viver e então as cartas de despedida não
passaram de meras lembranças em baixo da minha cama e uma certeza de que eu não
iria a lugar nenhum iria ficar e mais me despedir e sim cumprimentar todos os
dias com uma nova perspectiva, boa ou ruim ela iria simplesmente me fazer ver
as coisas e voltar a escrever como um
dia escrevi.


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