A menininha da mamãe

(Ainda vou trabalhar mais nesse poema, mas espero que gostem dele por enquanto.)
A menininha da mamãe, que gosta de se arrumar e até pouco tempo brincava de boneca. A bonequinha da mamãe que até hoje é tratada assim, como a criança que nunca cresce a criança que ainda existe em mim.
A menininha da mamãe, aquela que adora perfume, usa mini-saia, sombra rosa e seduz. A garotinha mimada, que todo mundo sorri quando vê passar, simpática educada, não tem como não agradar.
A menininha da mamãe, que ela cuida até sem ela perceber, a coisinha delicada que a mamãe sempre segue sem ela ver. A princesinha tão lindinha, que ganha roupas tão meiguinhas, se comporta ainda como uma menininha.
A florzinha da mamãe tão delicada, frágil e cheia de defeitos, mas para quem só olha a casca só verá aquele beijo. A bonequinha que já conheceu o que é o amor chorou e se despedaçou e a mamãe jurou nunca mais deixar sofrer por amar.
A pequenininha da mamãe, que não sabe o que quer, não vê futuro, não pode imaginar o que vai ser, porque não sabe fazer mais nada a não ser, ser mimada.
A menininha da mamãe, que um dia vai aprender a caminhar, mas agora sabe ir ao banco sozinha. Para quem olha parece uma boneca, preste atenção, algumas vezes o que você vê é só imaginação, ela é bem mais do que isso, mesmo sem acreditar.
A menininha da mamãe não sabe caminhar, mas está aprendendo, aos poucos, sem o papai para segurar.


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