Desabafo

Mais uma das muitas historinhas de amor.
A um bom tempo, algumas pessoas, vêm acompanhando o que escrevo em meus blogs. Cartas de amor, desejo, superação, desabafos por coisas que nem ao menos vi acontecer, sim, loucuras que somente alguém apaixonado em escrever e totalmente desesperado poderia pensar.
Esses textos são minha salvação, meu momento de liberdade, meu único apoio em horas de desespero, se não fosse pelos testos que escrevi dia após dia nesse ultimo ano acho que não teria conseguido passar por ele sozinha.
Não agüentaria respirar, muito menos teria força para vencer a solidão, não olharia nos olhos de quem muitas vezes olhei, e mentiria dizendo que estava tudo bem. Mas quando escrevi, quando desabafei, não menti e realmente me impus e demonstrei que não estava nada bem, fugi do mundo e imaginei um lugar melhor, uma saída inesperada em um canto da sala que ninguém viu.
Nesse meio tempo em que meu pequeno mundo desabou muitos fingiram se importar, alguns tentaram ajudar, mas poucos souberam realmente ficar ao meu lado, para falar a verdade até quem tentou ficar ao meu lado não conseguiu, a depressão é uma dor solitária, não pode ser dividida com os outros, ao contrario, nunca vou parecer menos feliz do que estou nunca direi realmente o que estou sentindo e se disser você não aguentaria ouvir por muito tempo.
Como ninguém realmente passa por isso muitas vezes, não tive nenhuma ajuda que realmente me fizesse esquecer o desespero, a não ser escrever. Então escrevi, dia após dia. Comecei pensando em alguns livros, imaginando historias poderosas, cheias de poder e amor, muitas deram certo, mas poucas eu terminei porque ainda não sabia como acabava minha própria historia de amor.
Ainda não sei e não me importa, muitos gritam comigo e não entendem porque um sorriso ou um abraço é tão importante. Minha única historia de amor que um dia deu certo acabou porque as pessoas falam de mais e insiste em querer fazer você ouvir. Depois percebi que não fazem por mal, só não sabem aconselhar realmente, por isso que minha mãe sempre me dizia “em briga de casal, ninguém mete a colher de pau”. Me sinto uma estúpida ao culpar meus amigos que tentaram me fazer superar a dor, mas sinto em dizer que são sempre essas tentativas de amigos e família de lhe proteger que acabam machucando e conseguindo destroem os sonhos.
Deixe-me voar, imaginar, cair, pois quando eu levantar vou saber caminhar sozinha. Só apóie os meus sonhos, de risada das coisas que me faz feliz, se eu chorar tente me fazer pensar em coisas boas, como o sorriso de quem adoro ver sorrindo. Um dia você também vai entender porque pequenas coisas na vida como o pôr-do-sol ou um abraço podem significar mais que a segurança de uma vida inteira.


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